Este texto é um alerta e uma pequena homenagem de Gardel e Simone a seus fiéis amigos e escudeiros Mogli e Montanha, e a todas as criaturas que indefesas sofrem, são escravizados, confinadas, torturadas, envenenadas ou mortas pela ignorância da raça humana. Convidamos você a ler o texto todo e conhecer a história desses amados vira-latas que compartilharam suas vidas com a gente e morreram vítimas da ignorância humana.
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“Isto sabemos. Todas as coisas estão interligadas como o sangue que une uma família… Tudo o que acontece com a Terra acontece com os filhos da Terra. O homem não tece a teia da vida, ele é apenas um fio. Tudo o que ele faz a teia, ele faz a si mesmo.” Ted Perry, inspirado no texto do Chefe da tribo Seattle.
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Capítulo 1 – A História de Mogli e Montanha.
Foi na chegada do trabalho bem em frente ao portão que encontramos uma massa de pêlos enrolados no chão. Com mais atenção percebemos ser um cachorrinho muito doente. Tentamos fazer com que saísse do caminho, mas como não tinha forças nem para fugir, resolveu ficar de barriga para cima, demonstrando submissão e dizendo que precisava de ajuda. Nós já tínhamos duas cadelas, a Poruga e a Kika, e não pensávamos em ter mais amiguinhos de cauda no momento, além disso, sempre há o perigo de contaminar nossos cães com doenças e parasitas. Resolvemos então isolá-lo das outras e tentar tratá-lo, alimentá-lo e doá-lo a quem tivesse interesse em adotar um cãozinho de estimação. Tiramos uma infinidade de bichos de pé e carrapatos de todos tamanhos e demos um banho para tentar acabar com a infestação de pulgas. Mogli foi o nome que demos ao recém chegado. A história as avessas de “Mogli o Menino Lobo da Disney”, agora era o filhote de “lobo” que era adotado por humanos. A cada dia que passava ele crescia e ficava mais forte. Parecia o “Coisa” da “Família Adams” devido aos longos pêlos que cresciam rapidamente. Recebeu vários apelidos, o mais hilário foi “Filhote de Chupa Cabra”, devido a sua aparência causada pela pelagem que crescia desproporcionalmente.
Mas com o tempo, após vários banhos e escovadas, parecia um cachorro de apartamento de tão bem cuidado. E quem disse que íamos doá-lo? Acabou sendo mais uma membro da família.O Montanha foi um presente que a Simone achou na rua. Ela tinha chegado de carro após fazer compras e, como de costume, fui ao seu encontro. Ela dizia, sorrindo, para ficar calmo e olhar para dentro do carro nos pés do carona. Percebi uma pequena criatura que mal cabia entre minhas mãos. Ele fixou os olhos em mim e como numa conexão sem palavras, ouvi uma voz frágil e dócil implorar dentro de minha cabeça: “Adote-me por favor, sou muito pequeno para tentar a sorte nas ruas, preciso de sua ajuda senão vou morrer”. Novamente fiz cara feia, pois sabia que não tinha mais volta, ele já era da família. Agora são quatro cachorros para alimentar, dar abrigo e manter sua saúde em dia. Ìamos regularmente à veterinária, a Dra. Carmem, ela era muito dedicada e solidária a causa dos cães abandonados. Dava descontos nas vacinas, consultas e castrações quando alguém resolvia adotar um cão abandonado. O novo filhotinho parecia fraquinho demais para vingar. Cabia dentro de meu chapéu de palha e ainda sobrava muito espaço. Assim mesmo tiramos as pulgas e carrapatos. Tivemos ainda que tratar uma dermatite que não deixava o pelo crescer em algumas partes do corpo. Eram banhos todos os dias com xampu especial. Ainda lembro da imagem dele tremendo de frio, rosnado e gemendo como se não gostasse muito daquela situação, mas no fundo sabia que era importante para curá-lo. O Mogli o adotou como se fosse seu próprio filho, não deixava a Kika ou a Porura se aproximar que logo rosnava. O novo amiguinho precisava de um nome que desse força para ele crescer e ficar forte. Daí olhando para os morros na parte oeste da Ilha de Florianópolis surgiu naturalmente o nome: Montanha. Sem sabermos, era um prenúncio de que um dia todos iríamos morar em um sítio rodeado pela natureza no alto de uma montanha.
Aqui no Sítio Curupira ele ficou conhecido como o Montanha da montanha. Fizemos até canções em sua homenagem.Desde que mudamos para o sítio nossas vidas eram regidas pela harmonia e paz; todos, nós e os cães, estávamos em perfeita saúde. Todos nos adaptamos gradativamente a nova morada.Como a saída do gado e um controle através de higiene básica, extinguimos carrapatos e pulgas. Fica fácil tratar cães felizes e sem estresse, suas defesas estão sempre nocauteando as doenças e parasitas. Usávamos terapias alternativas de prevenção, como homeopatia, fitoterapia, acupuntura e florais, todos com muita eficácia. O vermífugo que dávamos para eles e para nossas galinhas era meio dente de alho durante cinco dias. O alho é um ótimo vermífugo e antibiótico natural. Estavam todos acima do peso devido à cirurgia de castração e complementos da ração. O único que mantinha o garbo e a elegância era o Montanha, pois não era castrado. Tínhamos uma rotina diária, principalmente depois que a Simone voltou a trabalhar em Floripa.Acordávamos por volta das 6h, fazíamos chimarrão, víamos Campo e Lavora e quando iniciava o repórter local eu saía para levar a Kika para passear e fazer suas necessidades. A Kika, nossa Akita, era a única que ficava presa por seu instinto de caçadora ser muito predominante. Era um momento de euforia total, o Montanha rosnava e mordia os calcanhares da Kika o Mogli não parava de pular e a Poruga iniciava seus primeiros alongamentos do dia para evitar possíveis distensões ou câimbras. Os cães são sábios atletas. Este é outro ensinamento que logo aprendemos com eles. Após dar comida para as galinhas, eu e a Simone tomávamos café juntos. Na seqüência ela ia para o trabalho e eu iniciava as tarefas do dia no Sítio Curupira. Os trabalhos variavam muito de acordo com a estação do ano. Fazíamos canteiros para plantio de hortaliças da época, compostos e biofertilizantes naturais, podas de árvores, colhia e fazia manutenção no bananal, plantava árvores frutíferas e nativas, cultivávamos cogumelo e ervas medicinais e estávamos constantemente testando alguma nova técnica de irrigação ou utilização da energia solar para secagem de frutas, iluminação ou aquecimento da água. Nosso objetivo sempre foi coexistir com o meio ambiente da maneira mais sustentável e ecologicamente correta. E, principalmente, compartilhar nossos resultados com quem quisesse aprender. Mas o mais legal de tudo é que eu nunca estava sozinho, sempre havia uma turma me acompanhando de um canto a outro do sítio. Quando subia o morro para verificação da nascente ou para pegar bananas, bastava apenas um simples olhar para todos perceberem que estavam convidados para servirem de escolta.
Eles adoravam caminhar e correr no meio do mato. Voltavam bufando, de língua de fora. Com os olhos esbugalhados e a respiração ofegante a Poruga tentava contar as coisas que tinham visto no meio da mata, mas o calor e a sede faziam com que a história ficasse pela metade. A turma logo corria para um córrego de água para matar a sede e esfriar a barriga. Quando trabalhava nos canteiros do lado sul, o Montanha ficava sentado, parado na estrada, olhar fixo em sua direção, como se a qualquer momento alguém pudesse cometer a indelicadeza de aparecer de surpresa. Ele ficava ali, eram meus olhos e ouvidos extremamente aguçados, pronto para dar o alarme de qualquer coisa fora do normal. Também foi nomeado por mim como “Pastor de Galinhas”. Sempre que havia alguma fuga dos galinheiros móveis, Montanha estava de prontidão para me ajudar a cercar as galinhas e conduzi-las para dentro do galinheiro. Ele nunca mordeu nenhuma galinha, aprendeu desde cedo a conviver pacificamente com nossas provedoras de ovos. Ele adorava ficar deitado observando os pintinhos ou patinhos recém chegados. O Mogli era o mais carente, estava sempre grudado em mim ou na Simone. Bastava puxar uma cadeira que ele logo achava um jeito de ficar junto a nossos pés. Ele adorava comer cigarras que vinham atraídas pela lâmpada à noite. Ele também adorava nos presentear com uma infinidade de pega-pegas que vinham sempre grudados em seus pêlos. Podia-se dormir sempre tranqüilo que os guardiões faziam ronda e anunciavam qualquer movimento, seja um piar de pássaro diferente ou a aproximação de visitantes noturnos.O tempo foi passando e eles começaram a ficar mais preguiçosos.
O Mogli devido ao sobe e desce dos morros e ao seu peso acima do ideal, teve hérnia de disco. Conseguimos amenizar muito seu sofrimento com apenas algumas sessões de acupuntura. A coisa funciona mesmo, bastou pouco tempo para ele voltar a seu peso ideal e poder correr com seu amigo inseparável Montanha. Vivíamos em perfeita harmonia com eles e todos os animais da natureza. Até mesmo as cobras eram muito respeitadas no sítio. Quando aparecia alguma fazia questão de fotografá-la e identificá-la através de livros e internet para descobrir seu hábitos alimentares, época de reprodução e se eram venenosas. Sempre soltávamos todas as cobras, pois sabíamos que elas eram peças chaves para manter o equilíbrio naquele ambiente que escolhemos viver. Eram muito eficazes para controlar os roedores que raramente apareciam. Abri um pequeno parênteses para falar sobre cobras, assim exemplificando um detalhe de nossa relação com o meio ambiente. Esta mesma relação era igual com as plantas, insetos, nascentes, animais domésticos e seres humanos. Um respeito baseado na ética do “Saber Cuidar”. Este ensinamento quase que intuitivo veio se confirmar mais tarde na leitura das palavras de Leonardo Boff em seu iluminado livro “Saber Cuidar”, que rapidamente tornou-se nossa ética natural principalmente após um curso de permacultura.A cada dia que se passava sempre aprendíamos algo novo com nossos cães. Paciência, zelo, cuidado, atenção, respeito a limites e deficiências de cada um, alongar sempre antes de qualquer movimento, compaixão, carinho, amor incondicional e uma amizade pura e genuína, jamais abalada mesmo após qualquer ralhada ou punição de caráter educativo. Aprendemos a falar na língua deles. Eles compreendiam tudo, mas como toda criança sempre faziam alguma travessura. Era um aprendizado mútuo. Talvez, a mais difícil das lições que eles nos ensinaram foi o conceito de impermanência.
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Capitulo 2 - Mataram meus amigos.
Deixo aqui uma pequena reflexão sobre a morte, para aqueles que já sofreram ou ainda irão sofrer pela perda de um amigo com ou sem cauda, tentem entender a morte como um retorno ao nosso verdadeiro eu.
“A morte é o portão de uma escola que para nossa segurança e para concluirmos nosso aprendizado, permanece o tempo todo fechado. Mas no final do dia, que pode ser uma vida inteira, este mesmo portão se abre. E com a alegria e o sorriso inocente de uma criança, nos despedimos de nossos amiguinhos e professores e voltamos para nosso verdadeiro e eterno lar. Onde a tristeza e a saudade daqueles que tiveram que ficar para trás é confortada pela alegria daqueles que nos recebem no outro lado”. Texto inspirado em um filme que não lembro mais o nome.
Foi no fatídico dia 11 de setembro de 2006 que, ao voltar do trabalho junto com a Simone, percebemos a ausência dos dois amigos mais animados. Este dia eu tinha saído no início da tarde para fazer algumas tarefas no centrinho de Santo Amaro, levar ovos orgânicos para o Quintal da Ilha em Floripa para trocar por farinha e arroz integral e na volta passar na agência da Simone para voltarmos juntos para casa. Fazia cinco dias que a Simone estava fora, pois aproveitara o feriadão para visitar seus pais no RS. A Simone estava muito cansada, pois trabalhara o dia inteiro e mal conseguira dormir na viagem de volta. Mesmo assim pegamos as lanternas e percorremos todos os pontos que fossem possíveis caminhar à noite. Chamávamos seus nomes com a esperança de estarem presos ou machucados necessitando de nossa ajuda. Achamos que se fosse picada de cobra, pelo menos um voltaria para casa para avisar do ocorrido. Nossa segunda hipótese era que tivessem descidos até a estrada e encontrado alguma cadela no cio. Sabíamos de muitas histórias de cães que sumiam por um ou dois dias devido a esse comportamento natural. Pegamos a estrada principal e de tempo em tempo desligávamos o jeep para ver se ouvíamos seu latidos. Como vimos que não havia nada mais a fazer naquela noite, resolvemos voltar para casa e aguardar o dia clarear. Naquela manhã acordei cedo e fui logo abrindo a porta para ver se eles tinham voltado, mas só estavam a Poruga e a Kika. Após o café da manhã levei a Simone até o fusca estacionado no sítio de baixo para ir trabalhar e percorri toda estrada da Cova da Onça. A cada vez que via uma pessoa perguntava se tinha vistos dois cães pretos passar por ali. Deixei meu telefone com várias pessoas. Quando já estava na BR 282 com o intuito de voltar pela Varginha, meu celular toca, era meu vizinho onde deixamos o fusca, bem ao pé da montanha. Ele relava a triste notícia que seu caseiro encontrara dois cachorros mortos à beira de um córrego nas suas terras. Não quis acreditar no que ouvira, ainda tinha esperança de não serem eles e tudo não passar de um engano. Mas ao chegar próximo ao córrego vi os dois deitados sem nenhum movimento. Estavam próximos um do outro. Prefiro não descrever suas aparências. Dói só em pensar. Caí de joelhos e pus-me a chorar. Entre lágrimas e lamentos com eles nos braços, disse ao pé do ouvido de cada um que estava tudo bem agora e que os levaria para casa. Carreguei um a um até o jeep. Não estava preocupado em saber quem era o culpado. Não conseguia imaginar quem poderia ser capaz de um ato daqueles. Eles eram amigos de todos. Cada vez que chegava alguma visita, em vez de latir e ficar bravos faziam a maior festa. Todos sabiam que os dois tinham o hábito de descer até os outros sítios para passear e para procurar por restos de comida deixados em algum canto ou alguma guloseima, porque apesar de nossas recomendações de não alimentá-los, as pessoas gostavam de fazer pequenos agrados, principalmente os operários que estavam fazendo alguma obra nos sítios ou na estrada. Todos gostavam deles. Sempre deixei bem claro que se algum dia algum deles aprontasse, que me avisassem imediatamente que tomaríamos as decisões e ações mais adequadas a situação. Ao enterrá-los percebi que não havia nenhuma marca de mordida de cobra, briga com algum animal selvagem ou outro cachorro ou até mesmo tiro de arma de fogo. Deduzi rapidamente que tinha sido envenenamento. Peguei o jeep e resolvi investigar. Desci até um dos vizinhos para ver se havia vestígios de suas presenças. Quando cheguei perto da casa vi alguns arranhões na terra. Era costume do Montanha “esgravatar” o chão para marcação de território, coisa de “machinho”. Percebi que a casa tinha uma cozinha na rua, totalmente aberta, alvo perfeito para curiosos como Mogli e Montanha. Logo de cara percebi que no chão haviam “iscas” de pão em cima de um papelão e de uma tampa de margarina. E junto com as migalhas de pão ainda restavam pequeninos grãos no formato arredondado com uma coloração puxada para o chumbo. Não foi difícil deduzir o resto. Ainda em cima do armário estava um pequeno frasco de vidro com aquela mesma substância granulada. No rótulos estava escrito “Veneno para Ratos” e no verso o antídoto Sulfato de Atropina. Era o “chumbinho” um veneno que tem sua venda e utilização proibidas por lei. (A venda como veneno é ilegal, pode gerar multa, processo criminal para todos os envolvidos e até o fechamento do estabelecimento em caso de reincidência. Só pode ser comercializado na sua embalagem original, sem ser fracionado, com receituário de um agrônomo e com nota fiscal para uso exclusivo na agricultura). Vendo que todas as evidências falavam por si só, peguei meu celular e liguei para o proprietário do sítio, relatando que o veneno deixado no chão com iscas de pão para eliminar ratos tinha matado meus dois fiéis amigos.
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Capitulo 3 – O Último Ensinamento.
Não pretendemos denunciar ou julgar o fato ou as pessoas envolvidas aqui. Isto já não faz parte de nossas vidas há muito tempo. Atitudes como vingança e justiça andam sempre juntas e só geram mais violência. E as pessoas envolvidas acabam por ser eternas inimigas. Qualquer atitude negativa de nossa parte iria desfazer o grande elo de aprendizado e evolução que tivemos com nossos amiguinhos de cauda. Uma profunda tristeza e compaixão foram os sentimentos que tomaram conta de nossos corações e mentes e uma terrível dor da perda causada pela pouca experiência com o último ensinamento de nossos amigos.O que queremos com este texto, que em alguns momentos tornou-se meio cansativo e piegas é tentar sensibilizar as pessoas a não comprarem este veneno. É crime vendê-lo ou usá-lo para matar animais. Para mim é pior que ter um revólver em casa, pois para que haja um acidente com arma de fogo é necessário alguém achar a arma, a arma estar carregada e alguém puxar o gatilho. Mas com o chumbinho não, basta apenas uma pequena ingestão acidental para a vítima começar a ter os sintomas. As vítimas, em grande parte dos casos, são crianças, animais domésticos e até mesmo adultos desinformados. Basta apenas 1 grama deste veneno para matar um homem de 60 quilos. E o pior de tudo é que os especialistas afirmam que este veneno não é eficiente como raticida. Com o convívio dos roedores com a humanidade desde o início dos tempos, a sua capacidade de adaptação desenvolveu-se a tal ponto que os ratos, ao perceberem um alimento dando moleza, deixam que os mais fracos, doentes e velhos comam primeiro, para observar se não é alguma armadilha. Inclusive só os machos participam desta prova suicida, protegendo assim a vida das fêmeas e sua prole. Como este veneno tem ação imediata, apenas os que provaram a comida morrem, avisando aos demais do perigo.No final deste texto separei vários relatos pesquisados na internet, de veterinários, jornalistas e outros órgãos de proteção animal, inclusive a descrição dos sintomas que o animal tem após a ingestão do veneno.As pessoas costumam dizer que as iscas vendidas nos balcões de agropecuárias e supermercados não são eficientes, pois os ratos comem tudo e continuam circulando. Aí está uma desinformação que geralmente leva as pessoas a compra do chumbinho. As iscas vendidas de maneira legal atuam a longo prazo, demorando até uma semana para fazer efeito. Assim dão tempo suficiente para os ratos não desconfiarem da armadilha e contaminar assim, toda a prole. Mas o imediatismo insano e ignorante parece que sempre predomina. A televisão e os jornais já fizeram vários documentários sobre este assunto, inclusive mostrando os efeitos em um cão recém contaminado. Não sei se é por falta de informação que as pessoas o usam. Acredito que seja por uma profunda ausência de responsabilidade, ética, amor e respeito pelos seres vivos. Não são só nossos animais de estimação que correm o risco de morrerem, há vários casos de crianças que ao verem aquele produto ao seu alcance, que mais parece uma cobertura para doces, ingerem e acabam morrendo. E o pior é que este veneno está sempre acompanhado com alguma guloseima. Crianças, gatos e cachorros adoram guloseimas.
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Capitulo 4 – Não Matarás.
Temos que dar um basta a uma série de conceitos que contaminam nossa sociedade. Só porque achamos que os animais não têm alma podem ser mortos impunemente ou simplesmente achamos que exterminar é a melhor saída. O ato de matar parece estar intrínseco na humanidade. Aprendemos desde pequenos a pisar em tudo que fosse menor que nossos pés. Os insetos sabem bem disso. Ao menino que acerta uma ave com arma de ar comprimido ou estilingue, fala-se que ele tem uma ótima pontaria. O homem que mata um animal selvagem recebe o mérito de herói, merecedor até mesmo de troféus. Matar por esporte, matar para obter alimento, matar pelo país, matar para roubar, matar pela paz, não há diferença nestes modos de matar. O problema é que o ato de matar acabou tornando-se banal, e as mortes deixam de ser fatos lastimáveis para se tornarem apenas estatísticas. “Morreu compra outro.” “Tá incomodando põe veneno que eles silenciam rapidinho”, “Olho por olho, dente por dente”. Somos frutos de uma cultura em plena decadência. Quero lembrar que há poucas décadas acreditávamos que os índios e negros não tinham alma e podiam então os brancos “escolhidos de Deus”, usufruir de seus trabalhos escravos ou até mesmo matá-los para conquistar suas terras e riquezas naturais. É longo o caminho para a evolução.
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Capitulo 5 – Somos parte de um organismo vivo e o que fizermos a ele, fazemos a nós mesmos.
Nossos ancestrais, assim como muitos povos que conseguem se manter mais ou menos isolados até hoje, mandam sinais que o mundo pode ser compreendido por meio de relações muito sutis, às vezes divinas entre os seres vivos e a natureza. Para muitos deles, o Céu é irmão da Terra, que é irmão das árvores, que são irmãos de todos os seres vivos, que veneram o céu e assim por diante. Não raro afirmam que tudo e todas as coisas têm um espírito, uma alma, e se relacionam constantemente. Hoje, apesar de todas as conquistas tecnológicas, ainda tratamos a natureza como algo separado de nós. Assim não nos preocupamos ou responsabilizamos com as coisas que acontecem longe de nós. Envenenamos nossos rios e córregos com agrotóxicos. Desmatamos milhares de hectares de mata nativa para alimentarmos com grãos de soja o gado europeu e americano ou simplesmente destruímos matas centenárias de araucária para plantarmos pinus para indústria da celulose. Tudo pelo progresso, emprego e a geração de renda. O planeta está já há muito tempo anda dando sinais de que não suporta mais. A seca na Amazônia, o furacão no sul do Brasil, a destruição da camada de ozônio pelos gases poluentes, as queimadas nas reservas naturais, o derretimento das geleiras e a infinidade de doenças em animais criados em condições deploráveis para no fim de suas vidas, bruscamente interrompidas, nos serem servidos como alimento. Alimento este contaminado por estresse, sofrimento, medo, tristeza, raiva, loucura, dor, tortura, solidão e uma série de antibióticos e outros venenos. Somos o que comemos. Isso talvez possa explicar o que nos tornamos. Estamos exaurindo nossa Mãe Terra, o único planeta habitável em toda galáxia, quiçá do universo. Precisamos mudar imediatamente nossa maneira de pensar e agir. Somos responsáveis direta ou indiretamente por todos os infortúnios que nos rodeiam, seja a fome no mundo, a poluição dos rios ou o sofrimento de animais nos confinamentos e abatedouros. Parece que Jesus, Buda, Maomé, Krishna e tantos outros mestres viveram ao nosso mundo em vão. Para evoluir temos que mudar este modelo de paradigma cartesiano que separou a mente do espírito, e precisamos caminhar para uma visão mais holística e ecológica.
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Capitulo 6 – Precisamos Romper com o Atual Paradigma.
Acreditamos que a mudança para um novo paradigma não poderá ser imposta de cima para baixo, através de políticos, leis, punições ou represálias. Esta mudança tem que partir do próprio indivíduo. Tem que ser natural como o ato de respirar. Tem que partir desde a intenção de gerar uma nova vida, no ato da fecundação, no nascimento, na educação dos pais para com seus filhos, nas escolas, nos templos religiosos e em todos os meios de comunicação. Se não, aquilo que é para ser natural e fazer parte da evolução humana torna-se apenas uma lei obrigatória sujeita a qualquer momento ser burlada por pessoas que na hora de dar uma desculpa, dizem que não sabiam. Não sabiam que o chumbinho era proibido por lei. Não sabiam que podia matar um inocente seja ele um cachorro, gato ou uma criança. Não sabiam que desmatar encosta de morro também é proibido por lei, porque resulta na destruição de espécies ameaçadas, contribuindo também para o surgimento de voçorocas e consequentemente para o assoreamento de riachos e a diminuição do fluxo de água dos rios, e em último caso o desmoronamento de terra e rochas, e infelizmente a destruição e a morte daqueles que estão na parte de baixo. Não sabiam que ao fazer queimadas e desmatamentos para fazer pasto para o gado ou simplesmente para “limpar” o terreno, contribuímos para destruição da camada de ozônio e acabamos com o hábitat natural de cobras, gaviões e corujas que se alimentam basicamente de ratos e camundongos, um controle natural destas “pragas”. Um pesquisador americano estudou os restos de ossos num poleiro da suindara (espécie de coruja), e encontrou 453 crânios de ratos. Só esta coruja economizou centenas de quilos de cereal que os roedores comeriam. E possivelmente evitou que estes ratos contaminassem com suas fezes e urinas um alimento que mais cedo ou mais tarde iria parar na nossa mesa. Perceberam como as coisas estão intrinsicamente conectadas? A natureza é sábia e uma ótima professora. É só despertar e abrir os olhos.
Para nós o termo “praga” não existe. Existe sim um desequilíbrio causado exclusivamente pela ignorante, irresponsável e egóica intervenção do homem no meio ambiente em que vive e ao qual ele está profundamente interligado como numa teia. Mas ele jamais deve tecer essa teia, porque ele é apenas um fio, uma pequena parte interligada a gigantesca Teia da Vida. Tudo o que ele faz à teia ele faz a si mesmo.
Divulguem este texto. Precisamos acabar com a desculpa esfarrapada e ignorante do “NÃO SABIA”. Por isso é que pedimos sua ajuda: passe este texto adiante. Aos jornalistas que investiguem este comércio ilegal e divulguem novamente suas reportagem sobre o assunto. Aos professores que comentem com seus alunos a importância de preservar a vida em todos os seus níveis de evolução. Às autoridades competentes, que fiscalizem com mais eficácia esta prática criminosa. Aos donos de agropecuárias que se sensibilizem pela preservação da vida ou pelo menos percebam que cães e gatos mortos não comem ração e nem precisam ser mais medicados, afetando assim seus bolsos. E por fim aos pais que amam profundamente seus filhos e amigos de cauda, que protejam e alertem contra este veneno. Divulguem este texto para que mais pessoas possam saber deste terrível e fatídico episódio que marcou profundamente nossas vidas. Episódio que nos fez dizer muito além do que algumas pessoas mereciam ouvir, mas para que ninguém jamais possa dizer que não sabia. Esperamos que as mortes de nossos amiguinhos não tenham sido em vão.
Gardel e Simone, curupiras do sítio.
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Prevenção e controle de ratos na propriedade rural ou urbana.
Prevenir sempre é o melhor caminho.
A). Preservar a mata nativa: Preservando a mata nativa preservamos o habitat natural de espécies como corujas, gaviões e cobras que se alimentam de roedores.
B). Repelente para Ratos: Para afastar ratos, colocar galhos de arruda (Ruta graveolens) fresca nos locais onde eles geralmente aparecem. Eles não suportam o cheiro da arruda.
C). Guarde os alimentos em ambientes fechados: E sempre lave os prato e utensílios de cozinha antes e depois de usá-los. Não deixe restos de alimento no chão.
D). Mantenha a limpeza em torno da casa: Não deixe acumular entulhos como restos de construção, pneus velhos, pilha de lenhas, telhas ou lixo doméstico.
E). Tenha um gato em casa: Nem sempre é a melhor solução, pois os gatos são espécies invasoras e podem caçar outras espécies nativas como pássaros, que por sua vez se alimentam de insetos, e quando não há predadores para manter o equilíbrio do crescimento populacional dos insetos eles tornam-se “pragas”. Mas ainda é menos perigoso que colocar veneno.
F). Utilize ratoeiras tradicionais: São muito eficazes quando usadas corretamente. Ao pegar um rato na armadilha procure lavar a ratoeira e colocá-la em outro lugar e se possível, tente variar a isca. Os ratos são muito espertos e percebem muito bem o significado da urina ou do sangue deixado pela vítima.
G). Receita de raticida caseiro: Junte 100g de queijo ralado, 100g de cimento, 50g de farinha de mandioca. Misture bem todos os ingredientes. Depois é só colocar em pequenas vasilhas distribuídas nos locais que eles circulam (não deixe ao alcance de crianças e animais domésticos). Deixe junto com cada vasinha um pequeno potinho de água. O rato consome a mistura, sente sede, consome água e a mistura empedra no estômago causando a morte.
H). Venenos legais vendidos em agropecuárias: Há uma infinidade de venenos oferecidos em agropecuárias ou supermercados. Não deixam de ser perigosos e também podem causar intoxicação ou até mesmo a morte quando ingeridos em boa quantidade. Ao comprá-los verifique a procedência, veja se há procedimentos de emergência em caso de ingestão. Tenha se possível o antídoto em casa ou pelo menos saiba onde encontrá-lo rapidamente. Leia com toda a atenção o método de manuseio. Deixe as iscas em locais onde somente os ratos possam encontrar. Evite usá-los em locais onde crianças ou cachorros possam alcançar. Mas se ainda optar em colocá-los no chão, utilize uma telha tipo telhão para cobri-los. Lave muito bem as mãos após o manuseio. Comunique a todas as pessoas que freqüentam o local e principalmente seus vizinhos. E quando perceber algum rato morto enterre-os rapidamente onde nenhum outro animal possa achá-los.
LEMBRE-SE QUE PREVENIR SEMPRE SERÁ O CAMINHO MAIS BARATO, FÁCIL E SEGURO.




que triste ,,,,são pessoas muito bestiais,,ñ netendo como pode fazer isto,,,eu tmb tinha uma cachorra abandonada q eu a deixava no sitio ,,,e o caseiro a matou com um enchadada ,,porque ela latia anoite acredita sofro ate hj com saudades dela ,,,triste ela era linda,,pequena esperta me acompanhava onde iamos adorava meus filhos ,,,,ela escala parede de barro no sitio ,,,lindaaa dei nome de “FILÔ”,,,eu dava vacina pra ela ñ ter filhotes,,,e o cara acabou com ela ,,uma pessoa viu ,,,,
sabe é um sitio no interior de SP oonde o povo larga muitos cãe e filhotes e sabe o que a prefeitura de lá faz da carne com veneno ao bichinhos na calada da noite ,,,ecordamos com muitos mortos ou sofrendo ,,,,e assim q eles esterminam os problemas de pooulação de animais,,,,,acredita eu sofro em ver e seu eu pegar juro q faço quem esta jogando comer sem do,,,,,
tem gente muito besta neste mundo
o ser humamo necessita saber o que é ser HUMANO,,,,
Rita